Pesquisas mostram que uma dieta equilibrada é a mais eficaz estratégia para a manutenção da saúde e bem-estar geral.
Para muitos especialistas a longevidade faz parte da associação de dois fatores fundamentais: o repertório genético de cada indivíduo e os fatores derivados do meio ambiente, ou seja, nível de estresse a que nos submetemos, nossa dieta e hábitos diários (atividades físicas, consumo de bebidas alcoólicas, etc.). Isto vai determinar com qual aparência geral e o quão bem viveremos a chamada `terceira idade'. Há uma probabilidade bastante realista de que as crianças que estão nascendo hoje, cheguem a idades de até 130 anos. Já existem consistentes experiências que certamente vão levar a descobertas capazes de fazer o ser humano atingir essa idade, comenta o físico americano Michio Kaku, professor da Universidade da Cidade de Nova York.
Por enquanto, as experiências com animais, aplicando-se a mais avançada tecnologia genética são animadoras, já que os cientistas aumentaram em quase 100% o tempo de vida em algumas espécies de ratos em macacos. Em todos esses casos, ocorreu um aumento da vitalidade e uma melhora na saúde e estes indivíduos parecem mais jovens do que os seus semelhantes com metade da idade, explica a microbióloga Judith Campisi, diretora do Departamento de Biologia Molecular do Laboratório Nacional Berkeley, EUA.
Dieta alimentar e total vitalidade
Uma das mais interessantes teorias sobre os efeitos da ingestão calórica no envelhecimento tem sua origem na década de 30, tendo como base os estudos de Clive McCay, pesquisador da Universidade de Cornell, EUA. Verificou-se na época que animais mantidos com dietas de baixo conteúdo calórico viviam mais tempo. Mais recentemente, nos últimos 20 anos, incrementou-se os estudos que apresentam resumidamente os seguintes resultados: quanto menor a ingestão calórica, maior a expectativa de vida, desde que esta dieta não comprometa a ingestão ideal de proteínas, vitaminas, gorduras ou minerais. Ainda não foram realizados estudos em humanos, mas algumas evidências indiretas apresentam importantes confirmações. Na ilha de Okinawa, por exemplo, a população consome uma dieta mais tradicional, em média 17% mais pobre em calorias que o restante do Japão. Nesta ilha, a mortalidade por doenças cardiovasculares, derrame cerebral e certos tipos de câncer é até 41% mais baixa do que o restante do país. Lá também a presença de pessoas com mais de cem anos de idade é 40 vezes maior que o restante do Japão.
Já na Suécia, altos níveis de consumo calórico estão associados a maior incidência de câncer na próstata, câncer de estômago, intestino e, possivelmente, mama. Atualmente, inúmeras pesquisas estão em andamento para estudar as causas e a possível sintetização de drogas capazes de atuar diretamente nas células para retardar o envelhecimento. Enquanto isso, contamos com uma alternativa eficaz e que depende da disposição de cada um e de uma boa orientação médica: redução de 10% a 25% da ingestão calórica pode representar um enorme ganho, com grande incremento para a saúde geral com impacto direto na longevidade.
Os benefícios duradouros da redução calórica
O estresse oxidativo é um resultado natural do processo de produção de energia no organismo. Batizadas de radicais livres, algumas moléculas enferrujam as células e danificam até o DNA. O organismo produz os antioxidantes para combatê-los mas, com o tempo, os radicais livres vencem a batalha, causando o desgaste e a morte da célula. A redução no consumo de calorias diminui esse efeito. Testes de laboratório mostram que a ingestão de antioxidantes (vitaminas como A e C) e a restrição calórica aumentam em 30% a vida de ratos.
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