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Um verão sem estrias
RIO DE JANEIRO - Primeiro você identifica linhas avermelhadas na região do abdômen ou do bumbum. Elas começam a esbranquiçar e, de repente, lá estão elas, bem à vista dos olhares mais atentos. As estrias não perdoam suas vítimas. Depois que surgem, dificilmente conseguimos eliminá-las.
Engana-se quem pensa que são privilégio da mulher moderna. Nos séculos passados, já alimentavam reclamações e crises de baixa-estima de considerável parte da população feminina. Desde então, vêm sendo dissecadas pelos cientistas. Até hoje, no entanto, as opiniões se dividem. Afinal, seriam cicatrizes ou apenas enfraquecimentos da pele?
A resposta definitiva ainda não foi dada. Ao certo, sabemos que alguns fatores favorecem – e consideravelmente - seu aparecimento. Dentre os mais conhecidos, está o efeito sanfona: engordar e emagrecer com freqüência.
Há poucos anos, os pesquisadores descobriram que a utilização de corticóides também pode desencadear o problema. Muitos estudiosos também apontam indícios genéticos. Ou seja, algumas pessoas teriam uma predisposição hereditária maior do que outras. Esta seria a explicação por que certas mulheres engordam, emagrecem, engravidam várias vezes e não apresentam nenhum sinal de estrias, enquanto outras sofrem com seus efeitos já aos 12 anos de idade.
Frente a frente com o inimigo
As estrias têm preferência declarada por determinas regiões de nosso corpo. As áreas eleitas? Seios, coxas, bumbum e barriga. Segundo especialistas, surgem em conseqüência da diminuição das fibras elásticas da pele.
Explicando melhor: a pele divide-se em várias camadas. A estria atinge a mais profunda (derme), que fica bastante enfraquecida quando aparece. Imagine que esta região seja normalmente grossa como um couro. No local comprometido pelo problema, ela justamente torna-se fininha como uma meia de seda.
Para entender melhor o que isso representa, compare a derme a uma tira de elástico. Ela possui uma determinada flexibilidade. Quando é ultrapassada, fica frouxa ou se rompe, não conseguindo voltar mais ao normal. O mesmo acontece com nossa epiderme.
Mulheres são as principais vítimas
Estrias são mais freqüentes nas mulheres, principalmente, as adolescentes e as que ainda não completaram 30 anos, sobretudo as de pele clara, fina e tendendo a seca. De modo geral, se mulher que não apresentou o problema até esta idade, poucas são as chances de enfrentá-lo dali para frente. Por outro lado, sempre existe o risco de desenvolvê-lo com a gravidez, outro fator predisponente relevante devido ao aumento do volume mamário e abdominal. Afinal, durante os nove meses, o estiramento da pele nos seios e paredes laterais da barriga favorece – e muito – seu surgimento.
Fonte: www.estrias.org
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